segunda-feira, 2 de abril de 2012

Atleta lafaietense exibe seu talento no futsal da Espanha:


Uma estudante de Conselheiro Lafaiete que teve despertada na escola a vocação para o esporte ensaia agora as primeiras jogadas como atleta internacional do futsal feminino. Na adolescência, Rayanne Roberta Barbosa disputou competições estudantis pelas escolas estaduais Narciso de Queirós e Luiz de Mello Vianna Sobrinho.

Por ter se destacado como jogadora de futsal, obteve uma bolsa para estudar no Colégio Potência e atuar no time daquele educandário. O desempenho acima da média e a técnica demonstrada nas quadras atraíram a atenção de equipes brasileiras e em pouco tempo ela se transferiu para São Paulo, contratada para disputar campeonatos oficiais da categoria.

A ascensão esportiva de Rayanne (foto) foi vertiginosa e, pouco depois, a atleta receberia um convite irrecusável para reforçar um clube da Espanha, - o Diamante Rioja. Direto da cidade espanhola de Logroño, onde vive atualmente, Rayane conversou com o Fato Real e falou dos desafios que enfrenta como atleta e da experiência de morar fora do seu país e precisar se adaptar à língua, costumes e cultura de um povo que jamais imaginara ter a chance de vir a conhecer.


Veja a entrevista de Fato Real, com Rayane:

Fato Real: Como está sendo esta sua primeira temporada na Europa?

Rayanne Barbosa: Em geral, a Europa é completamente diferente do Brasil, não somente pela cultura; a forma de as pessoas se portar nas ruas, se vestir e alimentar, o clima... Tudo é muito diferente. Mas onde estou especificamente – Logroño, na Espanha – é uma cidade pequena onde as pessoas se preocupam em ajudar os estrangeiros e se esforçam ao máximo por nos atender da melhor forma. Por isso a adaptação não é tão complicada. A única coisa que dificulta é o idioma que, apesar de aparentemente parecido com o português, tem grandes diferenças.

F R: Você teve dificuldade para assimilar o ritmo de jogo das espanholas?

Rayanne: No time em que estou, a forma de jogar mudou um pouco. Em São Paulo, por exemplo, os times de ponta seguem o que a gente chama de um padrão de jogo que permite mudanças táticas. Aqui não é assim: todas as jogadoras têm suas posições definidas e não ocorrem muitas mudanças. Isso complica um pouco, já que fica muito difícil chegar ao gol se a equipe adversária joga da maneira correta. As meninas que jogam comigo já são acostumadas a este estilo; eu é que preciso me adaptar.


Edu Mantena e a jogadora na praça do Cristo em Lafaiete

A atleta aproveita e faz um agradecimento ao preparador físico/treinador Edu Mantena, que segunda a jogadora elaborou um super trabalho de preparação física. "O trabalho foi voluntário e fundamental," contou a jovem.

F R: Longe de casa, como está sua vida fora das quadras. Como se diverte nos dias de folga?

Rayanne: A vida social é um pouco mais complicada porque, como não falo espanhol fluentemente, é difícil sair e interagir com as pessoas que aqui moram. Ainda não fiz amizade com as colegas de time, o que ocorrerá naturalmente com o tempo; por enquanto, nos relacionamos apenas profissionalmente.

F R: Com a experiência adquirida até agora, que recado você mandaria às adolescentes lafaietenses que sonham seguir seu exemplo e se firmar como atletas de futsal?

Rayane: Acredito que o futsal feminino ainda não pode ser considerado um mercado de trabalho devido à falta de incentivo e investimento. Então, deve-se aproveitar tudo que o futsal proporciona, como bolsa de estudo em escola, cursos, faculdades, etc. Para mais pra frente, ter um futuro profissional garantido e não depender exclusivamente deste esporte. Viver do futsal, infelizmente ainda isso não é possível.

Para diminuir a saudade que sente de casa, Rayanne Roberta Barbosa se comunica constantemente com os amigos e familiares de Lafaiete por telefone ou através da internet. Sobre o futuro profissional, a atleta disse que ainda não há nada definido. A temporada espanhola de futsal está na fase decisiva e tudo que ela quer é voltar para abraçar os pais e irmãos e curtir merecidas férias.

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